15/01/2026 às 19:59 Papo com especialista

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3min de leitura

Quando olhamos para a história bíblica, fica evidente que o primeiro grande problema da humanidade não foi “falta de fé”, nem “falta de amor”, mas desobediência. Em Adão, o cabeça da raça humana, toda a humanidade foi representada. E foi justamente na quebra de um mandamento claro de Deus que a queda começou.

Logo após criar o primeiro casal, Deus estabeleceu uma ordem direta:

“De toda árvore do jardim você pode comer livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal você não deve comer; porque, no dia em que dela comer, você certamente morrerá.”

(Gênesis 2.16,17)

O termo hebraico usado para “ordenou” (tsavah) indica comando, encargo, decreto. Não se tratava de uma sugestão, mas de um mandamento incontestável. A expectativa de Deus em relação ao ser humano era clara: obediência.

A serpente, usada por Satanás, não negou que Deus tivesse falado, mas distorceu o sentido do mandamento. Questionou a intenção de Deus, relativizou as consequências e sugeriu que o Senhor estava retendo algo bom. Aquilo que começou no Éden continua se repetindo: o engano insiste em dizer que a transgressão não será descoberta, nem terá consequências.

A morte que entrou pelo pecado

Adão continuou vivo fisicamente por muitos anos, mas espiritualmente morreu naquele dia: foi separado da presença de Deus. Mais tarde, a Bíblia fala ainda da “segunda morte”, o estado eterno de separação de Deus no juízo final (Ap 20.14,15).

A morte espiritual tem duas fases:

  1. Primeira morte espiritual: ocorre nesta vida. O ser humano está afastado de Deus, mas ainda pode se arrepender e crer.

  2. Segunda morte: é definitiva, a condenação eterna para aqueles que rejeitam a salvação.

A queda, portanto, não destruiu a existência humana, mas rompeu a comunhão com Deus e inaugurou um estado espiritual de morte.

O pecado não apenas introduziu a morte; ele atingiu a própria natureza humana.

Desde a criação, Deus estabeleceu que cada ser reproduz segundo a sua espécie (Gn 1.12,21,25). O ser humano não foge desse princípio. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, chamados a refletir sua santidade e caráter (Gn 1.26,27; Ef 1.4; 5.1).

O plano original era que a humanidade se multiplicasse carregando essa imagem: santos, irrepreensíveis, em comunhão com o Criador. Adão foi feito assim. Mas, após a queda, algo mudou radicalmente

“Adão viveu cento e trinta anos e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e lhe deu o nome de Sete.”

(Gênesis 5.3)

Adão continua gerando “segundo a sua espécie”, mas agora sua natureza está marcada pelo pecado. Ele deixa de reproduzir seres conforme o padrão original de santidade e passa a gerar filhos contaminados pela mesma condição.

Não começamos pecadores somente quando cometemos nossos primeiros atos de pecado. Já nascemos com uma natureza inclinada ao mal.

Davi reconhece: “Em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5).

E o salmista afirma: “Os ímpios se desviam desde a sua concepção” (Sl 58.3).

Paulo descreve essa realidade como “o pecado que habita em mim” e “a lei do pecado” atuando em seus membros (Rm 7.17,20,23). É por isso que Jesus fala em “nascer de novo” (Jo 3.5): se o problema foi herdado no primeiro nascimento, a solução passa por uma nova origem, uma nova vida gerada por Deus.

Redenção: mais do que perdão, capacitação para obedecer

Quando pensamos em salvação, é comum focar apenas no perdão dos pecados. E, de fato, o perdão é glorioso e indispensável. Mas ele é parte de algo maior.

O pecado original deformou o “molde” e comprometeu toda a “linha de produção” da humanidade, a obra de Cristo vem para: perdoar a culpa do pecado; nos livrar da condenação; e restaurar, pela graça, a capacidade de obedecer.

O plano de Deus não foi cancelado pela queda. Seu propósito permanece: formar um povo que reflita sua imagem, que viva em comunhão com ele e que, pela capacitação do Espírito Santo, caminhe em obediência.

Por isso, a vida cristã não é apenas um alívio da culpa, mas um chamado a uma nova forma de viver: não mais como filhos da desobediência, mas como filhos amados, capacitados a obedecer.

TEXTO BASEADO NO LIVRO “O CAMINHO DA OBEDIÊNCIA” DE LUCIANO SUBIRÁ, ADQUIRA JÁ NA LOJA.ORVALHO.COM

15 Jan 2026

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